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Isto de ser especializado …

Isto de ser especializado …
Isto de ser especializado …


Há poucos meses contactaram-me de um grupo internacional, a querer operar em Portugal, que procurava jornalistas especializados em arquitetura e interiores. Depois de alguma pesquisa chegaram a mim e, ao que parece, eu preenchia grande parte dos requisitos que procuravam. O entusiasmo era grande e eis senão quando tudo ficou em ‘águas de bacalhau’, morreu, caput. E porquê, perguntam? Porque chegados à fase da negociação de valor, a proposta mal cobria um valor digno de um estagiário.

Não me interpretem mal, nem leiam as minhas palavras como snobes ou arrogantes. Vejam antes a situação como um processo que poderia acontecer a qualquer um na sua atividade laboral. Alguém que pelos anos de percurso profissional tem vindo a aprofundar conhecimento sobre um determinado tema. Que tem investido, estudado, conhecido pessoas e reunido um leque de experiências que resultam em conhecimento. Conhecimento esse que certamente fará diferença no resultado final.

Numa sociedade de informação que procura cada vez mais atender às necessidades de públicos diferenciados, a informação personalizada e as publicações especializadas (em concreto) parecem ser o caminho mais certo. E se assim é, justo é que estes profissionais sejam valorizados, e que não seja apenas um dos lados a obter proveitos disto.

É por isso, que nesta minha suave transição para o desempenho de decoradora procuro rodear-me dos melhores. Quem me segue sabe que cada projeto que fotografamos no Atelier Decoralista é sempre, sempre, sempre, captado por um fotógrafo especializado em arquitetura e interiores (o nosso instagram tem vários exemplos disso mesmo). Porque só eles conseguem fazer com que as peças brilhem e os ambientes falem, mesmo sem o dom da oralidade. Também eles, para conseguirem determinado resultado final investiram tempo, estudo e dedicação. E é justo que sejam valorizados por isso.

O José Manuel Ferrão é um desses exemplos: fotógrafo especializado em arquitetura e interiores. Conhecemo-nos em contexto profissional – eu a entrevistar, ele a fotografar – e ambos nos orgulhamos do percurso que temos feito nas revistas Urbana e Casas de Portugal, em concreto. Finalmente chegou o dia de o Zé fotografar projetos no nosso Atelier. Estou desejosa de vos mostrar o resultado mas  até lá, deixo-vos com um dos trabalhos que fizemos juntos para a Casas de Portugal. E se gostam mesmo mesmo mesmo de decoração, convido-vos a visitarem o site e as redes sociais dele.

Country chic

Fica no campo mas não é rústica. Diríamos, antes, sofisticada na medida certa. O conforto foi a principal premissa na construção desta moradia que tira partido da natureza dentro de casa.

A pouco mais de 50 quilómetros de Lisboa encontramos um extenso desenvolvimento entre herdades e campos de golfe. Foi junto a Benavente que o atelier Ajimos assinou e conduziu o projeto de construção e, consequente decoração, da habitação que hoje partilhamos consigo.

O T4 de tetos altos, distribuído em mais de 300 metros quadrados, surpreende pelo bom gosto, diferenciação e originalidade. As formas, texturas e cores dos materiais, foram uma inspiração neste projeto. Aqui, o rei da coroa foi o cimento afagado, apesar de os primeiros passos de quem aqui entra assentarem em mosaico hidráulico. Estes foram produzidos na Bélgica pelas mãos de Emery – fundadora da marca com nome homónimo -, e combinam na perfeição com o tom “oliveira” das paredes. Cor intencional que funciona como uma espécie de quadro, transferindo o que vimos no exterior para dentro de casa.

O hall marca a atmosfera do resto da casa. Do candeeiro suspenso, ao cabide de madeira, ambos da loja Coisas da Terra, ou à borla marroquina que veio do norte de áfrica… Todos uma inspiração.

A sala – espaço nobre da moradia e em torno da qual giram todas as restantes divisões -, situa-se a enorme e imponente lareira, toda ela construída em cimento afagado. Tem uma vista privilegiada, as janelas rasgadas também ajudam a ampliar o alcance do exterior, seja para o jardim, para o alpendre ou, piscina. Tudo aqui é verde, é natureza, e tranquilizante.

O espaço destinado à zona de televisão e, de trabalho, é mais recatada, mas nem por isso isolada. O sofá e chaiselong foram executados à medida e o pequeno banco de madeira é artesanal. Todos os candeeiros vieram de Marrocos.

Mesmo em frente, surge a sala de jantar, onde a madeira maciça garante o conforto. Os bancos corridos foram adquiridos nas casas de antiguidades da Comporta e a iluminação é garantida pela dupla de candeeiros da Área. Aqui, tal como no resto da casa são as salamandras que aquecem a espaço.

Já na cozinha onde o moderno contrasta com o rustico, destacamos a ilha ao centro e, claro, o pavimento. Parte dele, em mosaico hidráulico, também de tom verde, e a mesma assinatura de Emery… Pequenos detalhes que tornam os espaços únicos!

As tábuas de madeira riga, com velatura escura, conduzem-nos à zona mais privada da casa, os quartos. A suite, de inspiração nórdica, faz realçar os materiais naturais, a madeira, a verga, o algodão. Os tons neutros ajudam a serenar num espaço que é, por excelência, de relaxe.

A casa de banho tem ligação ao closet, e em ambos os espaços é reforçada a importância do cimento afagado. Aqui e ali mantêm-se os detalhes marroquinos que são uma constante por toda a moradia. Mas, por aqui, o que mais brilha é mesmo o candeeiro do artista Francisco Ferreira de Lima, exclusivo e inconfundível!



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