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A casa do vizinho – Daily Cristina










Sim. A dele durante uma semana. Ainda antes de estrear já o sabia. Ele não. O Programa da Cristina foi, desde o primeiro dia, preparado ao pormenor. Não sei fazer de outra forma. Não vivo o dia a dia. Vivo o hoje sempre de olho no futuro. Tens de ver mais além. Acabei de ouvir esta frase num brilhante filme, cheio de mensagens, no avião. Hidden figures. Fazer um programa sozinha (que nunca o é) pressupõe uma identidade muito própria. Este foi imaginado por mim ainda antes de o sonhar no ar. É a minha realidade. Mas a minha realidade é, também, desde o primeiro dia, a realidade do Cláudio. E de toda uma equipa, até os que não me conheciam, e que tentam perceber me diariamente. E eu sei que é tarefa difícil. É exigente a minha realidade. Ninguém nunca imaginará o difícil que é fazer este programa. Três horas à tal minha maneira, cheias de pormenor, sentido, surpresa, emoção. Só nós sabemos o quanto tem sido exigente. Mas compensador. Porque cada pessoa que nos vê diariamente, não sabe, mas dá nos a responsabilidade de continuar assim. A cada mensagem que recebia do Cláudio dizia me que não tinha dormido. Que nunca tinha sentido uma pressão assim. Expliquei lhe que estava apenas a sentir o que senti desde o primeiro dia. E não porque queria ganhar. Apenas porque queria fazer o melhor. Sem medos de o admitir. É premissa minha: tentar. Fazer melhor. Na sexta feira antes de começar as férias não disse nada ao meu vizinho. Fiz de propósito. Não lhe queria dizer nada. Não lhe queria impor nada, nem intensificar os nervos. No fundo queria que soubesse que ia tranquila. Que confiava. Disse no dia em que reuni com ele a primeira vez: a chave de casa não se dá a quase ninguém. Estive de olho. À distância. Sempre de olho. Nunca vi o programa em directo mas pelas stories senti tudo. Percebi rostos e histórias. Vi os nervos e a felicidade. Li as mensagens de todos. Diziam me que o vizinho estava a tomar bem conta da casa. Que todos estavam a aproveitar o “patroa fora”. O Cláudio foi ladeado por todos os que são visita habitual da casa. O Raminhos, o Moleira, as Joanas, a Andreia, o Zé Lopes, o Dr. Almeida, a Raquel Tavares, os câmaras, os técnicos, os assistentes, os jornalistas. Todos. Todos a tomar contar da minha casa. Tenho uma dívida de gratidão para com eles. Senti-lhes o medo e os nervos de me tomarem conta do “sonho”. Em nenhum momento duvidei. A força da minha equipa está-lhes diariamente nos olhos. Vejo. Sinto o quanto gostam de ali estar. Nunca me largaram a mão. Nem nas férias. Eu também nunca os larguei. Talvez não saibam mas não deixei de pensar em cada um todos os dias. Para quem me perguntou se conseguia desligar, aqui fica a resposta: NÃO. Os sonhos não tiram férias. Se são sonhos vão connosco para todo lado.  Cláudio, quero que saibas que raramente me engano nas pessoas. Um dia até podemos não estar no mesmo bairro, podes deixar de ser vizinho, mas serás sempre a pessoa a quem confiei a luz. Sim, este meu programa é o que tem mais luz na minha vida. O que te dei, foi a tarefa mais difícil do mundo. Só a dei por saber o quanto procuras a luz. O quanto não largas os sonhos. E mesmo que tivesses cometido todos os erros do mundo, eu continuaria a saber que tinha tomado a decisão certa.

        

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