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Criando um bistrô vegano com R$6.000


Toda boa história começa com amor!

Quem me segue no Instagram sabe que adoro o contato com meus seguidores, e foi assim que conheci pessoas incríveis, é uma troca diária de conhecimento. Nos últimos tempos estive muito ocupado, e de tão ocupado acabei me perdendo em ideias que ficaram esquecidas, porem sempre existe alguém ou algum desafio que nos coloca de novo em nosso caminho, né verdade?

Essa é uma História da série Ohana vegan BC e @bixadecora.

Conheci a Hanna através de uma publicação em meu Instagram, e então em uma brincadeira ela me disse “se um dia eu tiver meu restaurante você irá decorar” (a Hanna fazia marmitas veganas na cozinha de casa). Tempos depois fui surpreendido por uma mensagem onde ela me falava sobre uma sociedade com seu irmão, que eles tinham decidido virar sócios, e fazer das marmitas veganas, pratos cheio de requinte. A ideia seria um bistrô localizado em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

No meio de toda essa história apenas ter um espaço não era suficiente e foi então que me prontifiquei para oferecer o meu trabalho. E vejam bem, poderia ser só mais um trabalho como tantos que realizo no meu dia a dia..

Mas esse vinha cheio de desafios, de histórias, de pessoas empenhadas, de muita ajuda por todos os lados, todos juntos para realizar um sonho que parecia quase impossível olhando do ponto de vista econômico. Mas quem somos nós e todo o dinheiro do mundo pra parar um sonho?

– Qual o valor que temos?

– Temos 6 mil e mais 7 reais, queremos o nosso bistrô!!

Então vamos nessa!

Não seria um grande problema se não tivéssemos várias colunas e janelas que davam a lugar algum (acreditem se quiser, as janelas davam para o refeitório de um hotel). Além desse cenário de horror, tínhamos azulejos decadentes e quebrados do lado direito, as cores eram desarmônicas e todas as paredes estavam condenadas ao mau gosto. Hahahaha.

Quando vi o tamanho da trabalheira, por instantes pensei em fugir para as colinas, mas não deixaria de modo alguns jovens empreendedores em apuros (um dos maiores motivos para ter aceitado esse desafio, mostrar que nós jovens estamos tendo visibilidade nos negócios e ganhando espaço no mercado)

Novos negócios, novas formas de ver o mundo!

Passei a me interessar mais pela culinária vegana, descobri novos conceitos tanto alimentar quanto ecológico, e foi neste caminho que trilhamos o projeto do primeiro bistrô 100% vegano da cidade, tendo por base materiais econômicos e alternativos que agridam menos possível o meio ambiente, sempre com a ideia de reutilizar no futuro.

 

1 passo

Escondendo janelas e colunas.

Usamos madeira de pinus, mais precisamente no forro. É o que temos de mais barato hoje no mercado, e de menor impacto ambiental (use você também uma madeira de reflorestamento, quando você toma essa atitude você salva uma árvore)

2 passo

Pintura.

O que não te contaram é que o pinus autoclave passa por um processo de envenenamento para conter pragas que possam prejudicar o material, por conta disso, sua coloração costuma ficar esverdeada quando tingimos a madeira com verniz natural ou incolor. Mas fiquem calmos! Nós não compramos pinus autoclave e usamos verniz incolor junto com um tingidor (não é estética, é prevenção) e o resultado ficou maravilhoso.

3 passo

Disfarçando altura.

O grande problema dessa sala, era sem dúvida, o fato de ser um corredor comprido estreito e com pé direito muito baixo, o mínimo considerado em um bom pé direito (altura da sala) é 2,60m, porém essa sala tem 2,45m e para disfarçar uma boa dica é trabalhar com madeiras na vertical dando destaque para seus veios aparentes.  Lembre-se sempre: TODA imperfeição também é perfeita! Além da madeira usamos letras recortadas em MDF e pintado-as de preto, para dar continuidade com a parede oposta. Além de destacar teve um papel fundamental para disfarçar a altura quando colocada acima dos olhos do observador. Ainda nessa parede temos outro truque fundamental: por ser uma sala estreita e por termos perdido uns 15 cm, usamos madeira com coloração clara fazendo assim o ambiente ampliar visualmente.

 4 passo

A sala é um corredor sem fim, no final desse corredor grande e desajeitado temos uma parede de vidro verde (affs vidro verde, nãoooooo) que divide o salão da cozinha, nessa parede optamos por trabalhar com papel vinílico preto, mais conhecido como papel contact. Aproveitamos para usar a parede preta como um quadro de giz dando um ar descolado para o ambiente e trazendo tudo o que tínhamos lá atrás para mais próximo dos olhos, dando a impressão de encurtamento.

5 passo

Não temos um balcão de atendimento. E agora José?

Calma nós temos sobras de madeiras, as mesmas que usamos nas paredes e por esse motivo iremos aproveitar, lembra? “Causar menos resíduos possível, não descartar materiais que podemos reutilizar e consumir de forma consciente).

6 passo

Esconder azulejos ridiculamente horríveis!

Quem me conhece sabe que tenho uma relação de amor profundo por tecido de parede, bom… é barato, é bonito e tem mais variedades. É fácil de aplicar e pode ser usado varias vezes em vários lugares e não danifica a parede quando você tira. Essa foi minha solução eficaz para esconder os azulejos. E para a trazer um diferencial para o espaço resolvi que uma parede de lambri além de ajudar juntar as cores do ambiente, seria fundamental para disfarçar as mesas simples e dar também um toque de requinte ao espaço.

7 passo

Mobiliário simples não é motivo para ser desconfortável, usamos almofadas estilo futton nas cadeiras dando assim um diferencial.

8 passo

Plantas são sempre bem-vindas!

Trouxemos plantas naturais além de estampas e coisas que remetesse ao estado natural, fazendo um link harmonioso em todo o bistrô.

E essa foi uma saga de pouco mais de 3 meses!

Sou @bixadecora e trabalho para uma decoração sustentável visando custo, estética e conforto, até mais!.

 

 



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