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As vossas perguntas – Daily Cristina

A última semana foi um turbilhão de emoções e muito fruto das milhares de mensagens que recebi daqueles que me seguem. Quase todas de apoio e incentivo, demonstrando um enorme carinho por mim, conhecendo-me apenas devido ao meu trabalho que tem esta consequência: a exposição pública. Muito se escreve sobre mim mas nem sempre isso corresponde à verdade ou aquilo que sou. Por isso , resolvi lançar-vos este desafio que aqui concluo, no blogue, onde mais divulgo as minhas emoções. Muitas perguntas são o resultado de várias que, no fundo, versavam sobre o mesmo.

1. Onde é que vai buscar a sua força, a sua motivação?

Há pouco tempo li uma entrevista em que alguém dizia: “Se acreditares vais conseguir e, se conseguires, vais acreditar ainda mais”. No fundo, acho que tem sido assim, a minha vida, nos últimos anos. Tomo decisões rápidas, não me demoro nas contrariedades, o objectivo é sempre seguir em frente, a minha equipa é perfeita, e tenho as pessoas certas perto de mim. Se eu cair sei que alguém me vai levantar. Isso faz-me não ter medo de caminhar.

2. Porque é tão importante voltar todos os dias ao sítio onde cresceu ?

Este meu percurso profissional demorou algum tempo, a subida foi lenta e com muitos momentos de alguma dúvida. Mas, de repente, eu passava a ser uma das pessoas mais faladas na imprensa, mais seguida nas redes sociais, era me atribuída uma importância social, com a atribuição de prémios e títulos, e eu nunca quis deixar a que considero ser a “Cristina”. No fundo, eu nunca me quis deslumbrar nem tirar os pés da terra. Voltar todos os dias ao local de onde parti faz-me lembrar quem sou, de onde venho, o que realmente importa na vida. E é onde estão os meus. Os que sabem realmente que a minha vida está muito para além das câmaras de televisão e dos holofotes.

3. Enquanto mãe, sente que não tem tempo suficiente para o seu filho? Sente-se culpada?

Li várias vezes, em comentários: “Então e o filho? Quando é que dá atenção ao filho? Onde é que fica o filho? ” E nunca esse tipo de comentários me afectou. Foram mesmo os que nunca me atingiram. É essa “culpa” que nos atribuem, a nós mulheres, que faz com que, muitas delas, abdiquem de sonhos e realizações profissionais. Eu nunca a senti. Tenho a sorte de uma estrutura familiar muito coesa, de um pai do meu filho extraordinário, e de saber me organizar para não falhar enquanto mãe. Impus a todas as pessoas com que trabalho que às 18h termina a Cristina profissional. Salvo excepções impostas por alguns projectos, estou em casa todos os dias a essa hora. Vou buscá-lo muitas vezes à escola, vou pô-lo e buscá-lo às actividades, viajamos quase sempre juntos, faço o jantar, dou-lhe banho, vai às compras comigo, lemos, brincamos, conversamos e tenho a certeza absoluta que sou uma mãe atenta. E mais, o meu filho sabe que a mãe é muito feliz a trabalhar, deixo-o com um sorriso e volto com outro. É a melhor herança que lhe deixo.

4.O que ficou pelo caminho? O que lamenta ter perdido?

É o facto de ser reconhecida que me dá a popularidade e o sucesso de muitos projectos. É o carinho dos que me seguem que faz de mim quem sou, mas deixar de ser anónima é muito mais difícil do que imaginam. Pelo menos para mim. Porque se perde a possibilidade de ser livre. Porque eu não sou apenas mais uma mãe no portão da escola, sou a CRISTINA, porque o meu filho terá sempre de conviver com essa realidade, e a escolha foi minha, porque estamos em observação constante. Não vos sei explicar melhor, mas nunca conseguirão perceber. Só eu.

5. Considera-se uma mulher completa e realizada? Não há solidão?

Claro que há. Há dias em que não está ninguém.  Há dias em que no meio da multidão estou só eu. Mas isso não tem nada a ver com o amor e com o não ter um companheiro. Essa solidão não tenho. Tem a ver com as minhas interrogações, com o questionar do meu caminho, se vale a pena, se é isto que quero.

6. Como se lida com um amor? Como se lida com um amor que se continua a sentir?

Sei que esta é a pergunta que mais curiosidade gera em todos os que me acompanham. Foram muitas notícias, muita quebra de intimidade, muitas fotos sem consentimento. Já o disse no livro, quando o escrevi: amor é amor, ponto final. É me impossível imaginar  deixar de gostar de alguém que amo. A partilha de espaço é que nem sempre é possível.  O que não me impede de desejar o melhor para a outra pessoa. Uma vez família, família para sempre. Lembram-se?

6. Qual foi o acontecimento mais marcante da sua carreira?

O “Dança com as Estrelas”. Foi com este programa que ganhei a força que hoje me atribuem. Descobri quem sou como mulher, tornei-me confiante, percebi que no palco tens de ter o parceiro certo. Eu era outra mulher, antes. E, aqui, fez toda a diferença um amigo para a vida, o Cifrão. Sem saber foi ele que me ajudou.

7. Está muita gente à espera que falhes ou que erres, já pensaste em desistir? Não tens medo de falhar?

De há uns anos para cá a ideia de que eu sou uma super mulher, que tudo o que toco vira ouro, foi-se enraizando e confesso que, a partir de determinada altura, isso assustou-me. E comecei a dizer por favor deixem-me errar. Porque todos nós, para evoluirmos, temos de errar. Mas ninguém perdoa o erro a quem está lá em cima. E isso é o mais difícil de gerir. Não ter medo de arriscar. Mas, felizmente, nunca até hoje isso me fez desistir de uma ideia ou de um projecto.

8. Como é que escolhe as suas equipas?

Não as escolhi, encontrei-as. E nunca mais as larguei. Tenho ao meu lado, neste momento, as pessoas que vão ficar para a vida toda. São família. Eu sou uma líder exigente, mas também sei que reconheço o trabalho de todos e que os ajudo a crescer. Tem a ver com energia. Somos todos iguais. Os que não faziam parte foram embora. Naturalmente.

9. Como se trabalha a autoconfiança para ser uma mulher de sucesso?

Um amigo meu disse-me uma vez que eu transformo a inveja e a energia negativa em força. Talvez seja isso. Ter de provar constantemente. E sermos verdade. Nada destrói a verdade.

10. Na vida…. what do you know for sure?

Que vou conseguir. Sempre. Na televisão ou a vender bifanas.

 

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